Segunda-feira, 3 de Março de 2008

*Monumentos*

MUSEUS

 

Museu Municipal de Etnografia e História

Encontra-se instalado num edifício brasonado da segunda metade do século XVIII, classificado como Imóvel de Interesse Público, conhecido por Solar dos Carneiros, e que sofreu, ao longo dos anos, várias alterações de estrutura e pormenor.
Fundado em 1937 pelo etnógrafo poveiro António dos Santos Graça (1882-1956), este é um Museu com especial valor etnográfico, possuindo uma grande colecção sobre a original Comunidade Piscatória Poveira.

Rua Visconde de Azevedo, tel. 252 616 200
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 10h00/12h30 – 14h30/18h00



Pólo Museológico de S. Pedro de Rates



Adequando-se ao local e ambiente, este pólo do Museu Municipal dedica-se à preservação e divulgação da história, lenda, arte e arqueologia da Igreja Românica de S. Pedro de Rates

Largo Conde D. Henrique
Tel. 252 957 034
Museu Municipal
Terça-feira a Domingo 09h30/13h00 – 14h00/17h30

 

Pólo Museológico da Cividade de Terroso

Este edifício dispõe de um pequeno auditório/sala de projecções e uma área de recepção onde se faz uma breve apresentação do espaço da Cividade de Terroso, uma das mais importantes estações arqueológicas da Cultura Castreja no Noroeste Peninsular.

Rua da Cividade de Terroso
Tel. 252 692 515
Museu Municipal
Terça-feira a Sábado 09h00/13h00 – 15h00/17h00

 

 

MONUMENTOS

Igreja Românica de Rates
(séc. XII/XIII - Monumento Nacional)

 

Este templo teve na sua origem uma capela modesta da época da Reconquista que foi reedificada nos finais do séc. XI, por iniciativa de D. Henrique e de D. Teresa. O edifício condal conhece novos voos no tempo de D. Afonso Henriques, quando se inicia a construção da actual igreja no séc. XII, tendo as obras terminado um século mais tarde. É um apreciável exemplo do estilo românico do nosso país. De construção pesada, feita de granito, tem poucas aberturas, uma delas, a rosácea, na parte superior da fachada.

Pároco de S. Pedro de Rates
Mosteiro
4570 Rates
Tel: 252 951 236 

Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita



Pelourinho e Antigos Paços do Concelho de Rates

(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XVIII)
Povoado antigo, nasceu e cresceu à sombra do Mosteiro aí fundado pelo Conde D. Henrique, no ano de 1100. Renovado o foral em 1517 por D. Manuel, manteve a sua independência autárquica até à reforma administrativa de 1836, sendo então integrado no concelho da Póvoa de Varzim. A atestar o seu passado autónomo o Pelourinho (Monumento Nacional) e os Antigos paços do Concelho (1755).

 

Pelourinho da Póvoa / Praça do Almada

(séc. XVI - Monumento Nacional; Séc. XIX)
É constituído por uma coluna de pedra, assente sobre degraus, tendo no alto do fuste a esfera armilar, emblema do Rei D. Manuel I que renovou o foral à Póvoa de Varzim, em 1514, única peça do primitivo pelourinho erigido naquele ano e reconstruído em 1854.
Está implantado na Praça do Almada, zona nobre por excelência, circundada por um conjunto arquitectónico de elevado apuramento estético, onde ao granito que faz a marcação da fachada se acrescentam os azulejos, o ferro forjado...

 

Aqueduto

(séc. XVIII - Monumento Nacional)
Construção de 999 arcos que transportava a água das nascentes de Terroso para o mosteiro de Santa Clara, em Vila do Conde. Construído de 1705 a 1714, atravessa as freguesias de Beiriz e Argivai.

 

 

Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Edificada no local onde outrora o existiu o «Forte de Torrão» (já referenciado em 1685), a sua construção, que visava a defesa dos ataques de pirataria, iniciou-se no reinado de D. Pedro II, em 1701, mas só seria concluída com D. João V, em 1740. Foi baptizada com o nome de Imaculada Conceição, cuja imagem se venera numa pequena capela, de abóbada de cantaria e retábulo de talha dourada.
Possui um traçado pentagonal, compõe-se de 4 baluartes ligados pelas respectivas cortinas de muralhas.
Actualmente, é utilizado como quartel da Brigada Fiscal da G.N.R., o que condiciona a visita ao seu interior.

 

Igreja Matriz

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Construção iniciada em 1743 e terminada em 1757, este é o templo mais antigo e significativo da cidade e marca a consolidação do crescimento do povoado. Esta igreja barroca ostenta, nos seus vários altares, uma talha dourada «Rocaille» impressionantemente rica.

Pároco da Matriz
Rua da Igreja, 28 – 1.º
4490-517 Póvoa de Varzim
Tel: 252 614 818 

Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita

 

Paços do Concelho

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
A sua construção marca na Póvoa de Varzim a esclarecida reforma urbanística do Corregedor Francisco de Almada e Mendonça.
A arcada da frontaria, desenhada em 1790/91 pelo Engenheiro francês Reinaldo Oudinot, sugere a estrutura arquitectónica e decorativa da Feitoria Inglesa do Porto. Foi inaugurado em 28 de Dezembro de 1807. Entre 1908/10 sofreu profundas obras de ampliação e decoração orientadas pelo etnólogo Rocha Peixoto e pelo pintor belga Joseph Bialman: torre e azulejamento interior e exterior do edifício.
Durante o ano de 1988, o seu interior foi totalmente beneficiado e reestruturado.

 

Capela de Nossa Senhora das Dores

 


 

 

(séc. XVIII - Imóvel de interesse Público)
Este templo de formato pentagonal e estilo barroco, ancorado a nascente do largo, data dos finais do século XVIII, embora só em 1866 tenha adquirido o aspecto actual com a conclusão das 6 pequenas capelas circundantes.
Representadas por esculturas de tamanho natural, estão aqui ilustradas seis dores de Nossa Senhora, estando a sétima no próprio altar-mor. 


Aberto ao culto diariamente – entrada gratuita

 

 

Arqueologia

 

Cividade de Terroso (Imóvel de Interesse Público)

Situa-se numa elevação com cerca de 153 m de altitude, onde se regista um longo período de ocupação (séc. VIII a.C. – séc. III d.C.) e que forneceu já importantes elementos de estudo para a história dos povos castrejos e da implantação romana. A sua descoberta e escavação deu-se nos inícios do século XX pela mão de Rocha Peixoto e, desde 1980, vêm-se realizando trabalhos arqueológicos tendentes à sua escavação, estudo e valorização. No Museu Municipal existe um “Núcleo de Arqueologia” onde está em exposição o espólio mais significativo desta estação arqueológica.

 

Monte de S. Félix

Este é o ponto mais elevado da Serra de Rates, 202 m de altitude. Daí se pode admirar a poente, a planície litoral com o oceano a emoldurar o horizonte e, a nascente, a ondulada e verdejante região interior.
No sopé deste maravilhoso miradouro, encontra-se a igreja de Nossa Senhora da Saúde e, no cume, moinhos, alguns deles transformados em residência de férias, para além da capela de Santo André e da Estalagem do mesmo nome.

 

Campos de Masseira

Forma inteligente de aproveitamento das dunas onde, em pequenas explorações, praticando-se uma cultura intensiva, se obtêm excelentes produções hortícolas.
Na zona de Aguçadoura e Estela, os agricultores cavaram a duna até próximo do nível freático (lençol de água) - o que permite um grau de humidade mais ou menos constante ao longo do ano - e modelam o campo em forma de masseira ou gamela. Nos valados cultiva-se a vinha. Com este rebaixamento de alguns metros consegue-se uma protecção dos ventos marítimos, reforçada por sebes, de que resulta um aumento térmico. Estes dois factores aliados (humidade e temperatura) fazem com que funcionem como uma espécie de estufa.

 

 

Local de Peregrinação

Beata Alexandrina de Balasar
Alexandrina Maria da Costa é natural de Balasar, onde nasceu a 30 de Março de 1904 e aí faleceu, com fama de santidade, a 13 de Outubro de 1955. É conhecida em todo o país por “Santinha de Balasar” e a sua beatificação ocorreu em 25 de Abril de 2004. 
Durante a sua vida foram muitos os “peregrinos” que, através de um contacto directo, testemunharam a sua bondade e sabedoria cristã. Na actualidade, a romagem mantém-se, agora para a Igreja Paroquial, local onde se encontra o seu túmulo, e para a casa onde viveu.

 

 

Monumentos Escultóricos

Cego do Maio

Monumento, no Passeio Alegre, inaugurado em 1909 e construído por iniciativa dos poveiros no Brasil. Homenagem ao heróico pescador José Rodrigues Maio, que viveu em 1817 a 1884. Salvou mais de uma centena de vidas em naufrágios, sendo-lhe concedido, entre outros, o mais alto galardão - o colar da Ordem da Torre e Espada - que lhe foi entregue pessoalmente pelo Rei D. Luís.

 

Aos mortos da I Grande Guerra (1914-18)

Actualmente localizado na Praça Marquês de Pombal, foi inaugurado na Praça do Almada, em 1933, de onde foi transferido em 1944.
Este monumento todo em granito é da autoria do Arquitecto Rogério Azevedo e foi executado por canteiros locais.

 

Cruzeiro da Independência

No Jardim do Mercado Municipal Dr. David Alves. Inaugurado em 1940 por iniciativa do Corpo Nacional de Escuta - Núcleo “ Cego do Maio” da Póvoa de Varzim.
É construído em granito com motivos escutistas. Foi desenhado pelo Padre Aurélio Martins de Faria, desta cidade.

 

Eça de Queiroz

O grande romancista português nasceu nesta cidade, em 25 de Novembro de 1845, presumivelmente na Praça do Almada, na casa que existiu antes daquela que hoje ostenta uma placa de bronze, de Teixeira Lopes, alusiva ao acontecimento.
O monumento, de autoria do escultor Mestre Leopoldo de Almeida, foi erigido em 1952, por subscrição dos poveiros no Brasil.

 

Elísio da Nova

Monumento no Largo do mesmo nome inaugurado em 1963. Construído por iniciativa do Clube Naval Povoense o seu autor é o Arquitecto poveiro Rui Calafate. Nele foi colocada a efígie do homenageado, em bronze, da autoria do Escultor Lagoa Henriques, oferta do Ministério da Marinha e que figura, igualmente, em todas as estações rádio-navais da marinha portuguesa.
Elísio Martins da Nova foi telegrafista do caça minas “Augusto de Castilho” tendo morrido no seu posto, em combate contra um submarino, na guerra de 1914/18. Nasceu nesta cidade em 28 de Agosto de 1896 e possuía diversas condecorações.

 

Vasques Calafate

Na praceta em frente à Capitania do Porto.
Autor do projecto e da escultura, seu filho, arquitecto Rui Calafate.
Professor e jornalista poveiro, viveu de 1890 a 1963. Distinguiu-se na Campanha para a conclusão das obras do porto de pesca. Monumento construído por contribuição dos pescadores poveiros, agradecidos, em 1965.

 

Marco Comemorativo do Milénio

Localizado numa placa central no ponto de união entre a Avenida Mousinho de Albuquerque e o Largo das Dores. Foi inaugurado em 25 de Março de 1973, 20 anos depois da data apropriada, pois é comemorativo dos mil anos de vida documentada da nossa terra: documento datado de 26 de Março de 953 – carta de venda de “Villa de Comité” e de “Villa Qintanela” feita por Flâmula Deo-Vota ao Mosteiro de Guimarães, na qual se refere “Villa Euracini”, futura Póvoa de Varzim.

 

Francisco Sá Carneiro

Na Praça Luís de Camões, foi erigida uma estátua por um grupo de admiradores poveiros deste estadista que foi Primeiro Ministro de Portugal desde 03 de Janeiro de 1980 até 04 de Dezembro do mesmo ano, data em que faleceu, vitima de acidente de aviação.
O bronze é de autoria do escultor Gustavo Bastos. Inaugurou-se em 6 de Dezembro de 1981.

 

Às Gentes da Póvoa

Inaugurado a 15 de Setembro de 1995, este monumento da autoria do escultor Rui Anahory pretende ser a representação do concelho como um todo, uma unidade com as suas realidades específicas e distintas: por um lado, o interior, rural, e por outro, a faixa litoral de actividade piscatória.
Construído por iniciativa do Rotary Clube da Póvoa de Varzim com a colaboração da Câmara Municipal.

S. Pedro


A escultura de Armando Coelho sofreu algumas vicissitudes. Durante anos a imagem em gesso esteve no Museu Municipal, tendo a sua passagem a bronze sido orientada por Ruy Anahory. Na noite de 28 de Junho de 1996 (noitada de S. Pedro) foi, finalmente, colocada onde melhor fica expressa a ligação entre S. Pedro e os seus devotos poveiros – sobranceira ao porto de pesca.

 

À Peixeira

O monumento, inaugurado na noitada de S. Pedro de 1997, fica sobranceiro à linha de água da enseada, no coração da área portuária e evoca a lota do peixe, sendo protagonizado por um grupo de mulheres em plena actividade. As figuras ficam parcialmente adossadas a uma parede com a qual se fundem, passando do baixo ao pleno relevo.
Este monumento da autoria de Jaime Azinheira homenageia a mulher poveira. Ela sempre teve lugar preponderante na comunidade piscatória, desenvolvendo actividades decorrentes da pesca, como a venda do peixe e reparação das redes, para além de outras diligências do quotidiano.

 

Dr. David Alves

A escultura da autoria de Margarida Santos foi inaugurada a 16 de Junho de 1999. Localiza-se no centro do antigo recinto do mercado municipal, que foi por ele inaugurado em 31 de Janeiro de 1904. A Póvoa presta assim homenagem a um grande autarca que, com a sua visão arrojada, em muito contribuiu para dar uma maior projecção urbanística à cidade.

 


publicado por Cidade Para Todos às 23:45
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